Publicado em: Teatro

“Outra inovação, sem dúvida uma das mais criativas e de maior impacto, é a linguagem sonora criada por Cecilia Conde. Não se pode falar, propriamente, em música, embora a trilha comporte algumas músicas deliciosas – um iê-iê-iê, um maxixe, um hino litúrgico; mas a parte mais interessante da pesquisa sonora é constituída por uma variadíssima série de ruídos, abstratos ou concretos, praticamente todos eles (com exceção de uma gravação ampliada de batidas cardíacas) produzidas pelos próprios intérpretes, com a boca, os pés, as mãos. Contribuindo decisivamente para a criação do clima ritual pretendido pelo diretor, a ambientação sonora assume a importância de uma autêntica respiração do espetáculo – uma respiração agitada, nervosa, perturbada e perturbadora”.

YAN MICHALSKI
Jornal do Brasil
(26/09/1968)

FICHA TÉCNICA

AUTOR   Paulo Afonso Grisolli  | Adaptação de “A Megera Domada”, de Shakespeare
DIREÇÃO   Paulo Afonso Grisolli
CENOGRAFIA   Joel de Carvalho
ASSESSÓRIOS
DE VESTUÁRIO
  Marina Colasanti
PESQUISA SONORA   Cecilia Conde
PREPARAÇÃO CORPORAL   Nelly Laport
DINÂMICA CORPORAL   Sandra Dieken
COODERNAÇÃO
DE PRODUÇÃO
  João Rui Medeiros
PRODUTOR   Francisco Augusto Correia
PRODUÇÃO   A Comunidade
TEMPORADA   Estreia:16/09/1968
Museu de Arte Moderna(RJ)
ELENCO   Paulo Afonso Grisolli …Bufão

Carmen Silvia Murgel …Tibúrcio

Norma Dumar …Ignez

Cecilia Figueiredo …Ignez

DuseNacaratti …Ignez

Conceição Tavares …Ignez

Rubens Araújo …Tibúrcio

Pedro Jorge da Cunha …Tibúrcio

Hélio Guerra …Tibúrcio

João Siqueira …Gastão

Edgar Sanchez …Gastão

Marcelo Costa …Acólito

 

 

 

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“Outra inovação, sem dúvida uma das mais criativas e de maior impacto, é a linguagem sonora criada por Cecilia Conde. Não se pode falar, propriamente, em música, embora a trilha comporte algumas músicas deliciosas – um iê-iê-iê, um maxixe, um hino litúrgico; mas a parte mais interessante da pesquisa sonora é constituída por uma variadíssima série de ruídos, abstratos ou concretos, praticamente todos eles (com exceção de uma gravação ampliada de batidas cardíacas) produzidas pelos próprios intérpretes, com a boca, os pés, as mãos. Contribuindo decisivamente para a criação do clima ritual pretendido pelo diretor, a ambientação sonora assume a importância de uma autêntica respiração do espetáculo – uma respiração agitada, nervosa, perturbada e perturbadora”.

YAN MICHALSKI
Jornal do Brasil
(26/09/1968)