Publicado em: Teatro

“Com este seu terceiro trabalho para o teatro, Cecília Conde dá prosseguimento à sua tarefa de renovação da linguagem musical aplicada ao teatro declamado. Mais uma vez, estamos diante de um fascinante conjunto de experiências sonoras, que impressionam pela sua originalidade e pela sua exuberante imaginação. Do ponto de vista da pesquisa sonora propriamente dita, creio que Cecilia Conde foi desta vez ainda mais longe do que nas realizações anteriores, mas do ponto de vista dramático a sua trilha me impressionou um pouco menos: uma certa falta de noção de dosagem, traduzida por uma insuficiente valorização desse magnífico recurso dramático que é o silêncio, dilui, às vezes, o impacto da sua contribuição, e em certas cenas o fundo sonoro não consegue entrosar-se harmoniosamente com a ação, chegando até a sobrepor-se a ela, em vez de limitar-se a sublinhá-la. No balanço geral, porém, a moldura sonora de Cecilia Conde constitui um dos elementos mais interessantes de Hipólito”.

YAN MICHALSKI
Jornal do Brasil
(27/12/1968)

FICHA TÉCNICA 

autor   Eurípedes  | Tradução e Adaptação: Tite de Lemos
direção   Tite de Lemos
CENÁRIOS
E FIGURINOS
  Marcos Flaksman
ADEREÇOS   Leo Leoni
ASSISTENTE
DE CENOGRAFIA
  Carlos Alexandre Paiva
DINÂmica
corporal
  Klauss Vianna
EFEITOS SONOROS
E CORO
  Cecilia Conde
PRODUTOR   Max Gonçalves
PRODUTOR
EXECUTIVO
  Ademir Ferreira
PRODUÇÃO   Teatro Artes Produção LTDA.
TEMPORADA   Estreia:13/12/1968
Teatro Nacional de Comédia(RJ)
ELENCO   Tetê Medina …Fedra

Fernando de Almeida …Hipólito

Maria Francisca …ama

Ivan Cândido …Teseu

Comentários

“Com este seu terceiro trabalho para o teatro, Cecília Conde dá prosseguimento à sua tarefa de renovação da linguagem musical aplicada ao teatro declamado. Mais uma vez, estamos diante de um fascinante conjunto de experiências sonoras, que impressionam pela sua originalidade e pela sua exuberante imaginação. Do ponto de vista da pesquisa sonora propriamente dita, creio que Cecilia Conde foi desta vez ainda mais longe do que nas realizações anteriores, mas do ponto de vista dramático a sua trilha me impressionou um pouco menos: uma certa falta de noção de dosagem, traduzida por uma insuficiente valorização desse magnífico recurso dramático que é o silêncio, dilui, às vezes, o impacto da sua contribuição, e em certas cenas o fundo sonoro não consegue entrosar-se harmoniosamente com a ação, chegando até a sobrepor-se a ela, em vez de limitar-se a sublinhá-la. No balanço geral, porém, a moldura sonora de Cecilia Conde constitui um dos elementos mais interessantes de Hipólito”.

YAN MICHALSKI
Jornal do Brasil
(27/12/1968)

“(…) são curiosos e sensíveis os efeitos sonoros de Cecília Conde”.

VAN JAFA
Correio da Manhã
(17/01/1969)